Por que o modelo muda com a frequência — e com a modalidade:
A dose é o estímulo, não o relógio. Carga relativa alta, longe da falha, com intenção máxima. É isso que recruta e adapta. Volume alto não acrescenta adaptação — acrescenta resíduo.
A modalidade ajusta o estímulo — e define o encaixe. Quem corre absorve impacto: reatividade é treino, não enfeite. Quem pedala não salta — no ciclismo a reatividade sai, fica o salto vertical, e a dobradiça unilateral entra em toda sessão. E é a modalidade que define onde a força cabe na semana: qual treino é intocável, qual dia absorve estresse junto, qual tolera resíduo.
Mais vezes, menos por vez. A 3×/semana o estímulo se distribui: cada sessão fica em 20 minutos e cobra menos do dia seguinte. A 1×/semana ela precisa ser global e cobrir o mapa inteiro — por isso 40 minutos.
A ativação é piso, não programa. Dois movimentos, sempre os mesmos, em qualquer frequência. O tempo que sobra vai para o que adapta: força, potência e reatividade. Aquecer não é o objetivo — é a condição.
Ênfase não é exclusão. A e B contêm quase tudo. O que muda é qual padrão carrega a sessão. Nenhum desaparece, porque nenhum é dispensável.
O teste é amanhã. Se a perna está presente no seu treino-chave em vez de pesada, o encaixe estava certo. É o único indicador que importa.